A deputada Andrea Murad (PRP) destacou em discurso, na sessão plenária desta quarta-feira (19), a prática constante de Mariano de Castro, descrita em carta de sua autoria, sobre os vários serviços e pagamentos que demandavam ao ex-assessor do governo Flávio Dino sem qualquer contrato ou legalidade. Andrea continua defendendo que o governador é o principal comandante desse esquema denunciado por Mariano.

 

“A maneira dele [Flávio Dino] se defender é dizendo que a carta é inventada, que são reportagens e fotos fraudadas, essa é a maneira dele se defender nesse escândalo e deve estar se perguntando como vai sair dele. O fato é que ele não vai sair, vai entrar cada vez mais, está dentro, ele é o cabeça disso tudo que aconteceu, ou seja, o fato estarrecedor são aqueles narrados por Mariano de uso dos recursos desviados da saúde para agir pontualmente nos municípios em que o governador tinha interesse na eleição municipal como em Coroatá, comprando ar condicionados, fazendo pagamentos e outros absurdos com recursos da saúde, transferidos para sua conta pessoal e usados de forma irregular. Imaginem o que deve ter saído da conta de Mariano para compra de votos, apoio a vereadores e tantas outras ilegalidades. E esses fatos, como bem demonstrou o blogueiro Luís Pablo, contaram com a participação direta e presencial de Flávio Dino. Por isso é necessária uma investigação do STJ para pegar a cabeça da cobra, não adianta só o corpo”, disse Andrea.

 

Andrea ressaltou ainda o fato da intensa participação do Luis Júnior no esquema junto com o Mariano. Luís Junior já fez parte do quadro da Secretaria de Estado da Saúde e está cumprindo prisão domiciliar, e para deputada detém informações cruciais para desfecho da investigação.

 

“Dou exemplo aqui do Luis Júnior, que eu alertei Flávio Dino quando ele o nomeou como gestor da rede de saúde estadual, o mesmo que assaltou e eu falei aqui na época, assaltou a Prefeitura de Coroatá junto com Luís da Amovelar nos anos de 2008 a 2012. Mesmo assim nomeou o Luis Júnior, está aí em prisão domiciliar, precisa ter cuidado para não acontecer com ele o que aconteceu com Mariano quando querem descarregar a culpa somente nos funcionários. Luis foi condenado pelo TCE a devolver mais de sete milhões ao município em apenas um ano de gestão julgada. Ainda faltam sete anos de contas para ser julgadas. Como está na carta, ele é sócio, parceiro e operador com Mariano e pode falar o que fez para se livrar da cadeia. Vamos aguardar”, discursou.

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