A deputada Andrea Murad esteve nesta quarta-feira (21) na escola administrada pelo estado, Unidade Integrada Sousândrade, localizada no bairro Lira, em São Luís. A parlamentar constatou uma série de problemas na estrutura da escola composta de mais de 20 salas de aula e um andar inteiro interditado por causa das péssimas condições.

“Piso sem lajotas, paredes com ferros expostos, fiação pelo teto, infiltrações, portas quebradas, carteiras amontoadas, ou seja, um local impossível de se frequentar. Por todo o corredor é o reboco das paredes caindo. Aqui quando chove desce água por tudo quanto é lado no teto, por isso interditaram o último andar todo. A quadra é uma vergonha, tudo quebrado. Não sei como se aprende aqui nesse lugar. Um desestímulo tanto para os professores e, principalmente, para os alunos. Uma escola dessa, com décadas de história para a comunidade do Lira, gerações e gerações sendo formadas aqui e o que vemos é o completo abandono de um Centro de Ensino que deveria ser orgulho para a comunidade”, relatou a deputada com indignação.

Moradores reclamam que a escola funcionava plenamente, do infantil ao ensino médio, oferecendo aulas nos três turnos. Nos últimos anos apenas do 8º fundamental até o 3º ano do ensino médio estão sendo oferecidos no turno da manhã, mas em condições precárias. O mais grave é que a parlamentar identificou nos relatórios encaminhados pela SEDUC uma suposta reforma datada de 2015, previsto no programa Escola Digna, do governador Flávio Dino.

“Acionarei a SEDUC, acionarei o governador Flávio Dino, o Ministério Público, porque quero saber onde está a reforma que disseram no relatório. E quero cobrar providências imediatas. O programa Escola Digna nunca passou perto daqui. O que eu vejo é uma escola cada vez mais depredada. E não é a primeira vez que os alunos reclamam, ano passado vimos protesto dos estudantes aqui pela falta de condições. Este ano também fui procurada. E uma escola com toda essa estrutura era para estar oferecendo não apenas aulas regulares, mas projetos sociais, esporte, abrir para a comunidade realizar suas atividades como teatro, dança, tornar o espaço útil e não fechar as portas deixando nossas crianças e jovens sem ocupação e serem aliciadas para as drogas ou para o tráfico, como vemos acontecer”, disse Andrea.

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