Um aditivo assinado pelos deputados estaduais do PRP, Andrea Murad e Sousa Neto, e pelo presidente da legenda, Severino Sales, foi dado entrada em Brasília esta semana para que seja juntado à representação da deputada Andrea Murad protocolada em 4 de maio.

Naquela data, a parlamentar apresentou a forma clara e transparente com que a Polícia Militar do Maranhão está servindo ao PCdoB para promover a “espionagem” e o levantamento de dados dos líderes de oposição ao governador Flávio Dino nestas eleições 2018. Apresentando ainda todos os documentos oficiais da própria PMMA, determinando a missão eleitoral que visava beneficiar o projeto de reeleição do comunista.

“Primeiro entrei com a Representação para que a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, diante de todos esses fatos graves relatados, determine a intervenção no sistema de segurança pública do estado, porque entendo que toda essa estrutura está sendo utilizada pelo governador Flávio Dino para beneficia-lo nas eleições deste ano. Isso é crime grave, isso é abuso de poder, isso precisa de uma intervenção federal imediata. E achamos agora necessário incluir nesta minha representação um aditivo tratando de outros fatos comprovados como a nomeação abusiva de capelães nos órgãos de segurança como bombeiros, polícias civil e militar, onde muitas lideranças religiosas filiadas a partidos políticos foram nomeadas com salários altíssimos para promover campanha a Flávio Dino. Além de outros fatos que demonstram que não é de hoje que o comunista abusa do uso de membros da corporação”, explicou Andrea Murad.

O aditivo, além de apresentar a farra nas nomeações de capelães sem concurso público no Maranhão, também apresenta a utilização de milícia de militares, denominado nas Eleições de 2012 de “Serviço de Inteligência do 36”, repercutido nacionalmente, quando Flávio Dino apoiava seu candidato a prefeito Edivaldo Holanda Jr. Na reunião dos policiais, com a presença do próprio candidato, citam ainda um grande projeto para 2014 (eleição de Flávio Dino).

Outro fato presente na peça trata-se de quando Flávio Dino ainda era presidente da Embratur, onde chegou a organizar uma reunião com militares maranhenses, em Brasília, para formar os “comitês militares” nas Eleições 2014. Todos os fatos estão comprovados em áudio e vídeo, demonstrando ilícitos gravíssimos para fins político-eleitoral.

“É claro que a gente fez essa aproximação com o senhor com a maior timidez. Mas nós vamos nos mobilizar. Essa equipe que tá aqui vai mobilizar para dar apoio para o que for de melhor para nós…”, disse um dos policiais presentes na reunião com o então presidente da Embratur, Flávio Dino, em Brasília.

Para o deputado Sousa Neto e o presidente Severino Sales, o aditivo demonstra a prática de Flávio Dino de utilizar essa estratégia desde as Eleições 2012, e que agora em 2018 o pleito corre sérios riscos.

“Primeiro em forma de milícias e depois, quando governador de Estado, utilizando a própria corporação das polícias estaduais, tanto para conquistar rebanhos de religiosos através da nomeação de capelães, quanto para fazer a espionagem de todos os adversários políticos do governador no interior do estado”, disse Sousa Neto.

“Como presidente do PRP, entendo que todas as legendas merecem participar de eleições limpas e justas, pelo princípio democrático, pelo Estado Democrático de Direito, pela soberania popular, pela legitimidade das eleições, por tudo que nos assegura a Constituição. E pelo que percebo, as eleições deste ano estão viciadas e cada vez mais atingidas pela prática abusiva do atual governador Flávio Dino que irá se consolidar em mais um pleito eleitoral se não ocorrer a intervenção federal no sistema de segurança”, disse Severino Sales.

Milícia do 36 – Eleições 2012

Militares reunidos com Flávio Dino na Embratur – Eleições 2014

ADITIVO REPRESENTAÇÃO

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